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O
momento em que senti seu corpo Minh’alma
se desvencilhou da carne Fluindo
numa volúpia infinita O
instante em que seus lábios, Tocaram
os meus em um beijo Senti
que meu ser desfalecia Me
levando ao céus num lampejo A
luminosidade que seu olhar transmitia Deslumbrava
minha alma confusa Que
nada mais via senão o carisma Desse
brilho que meu ser ofusca Criança
rebelde me torno Numa
ansiedade tamanha E
cada reação dos meus poros Alcançam
minhas entranhas E
nessa chama que mantém aceso O
fogo deste alucinante sentimento Meu
ser cálido e teso Se
entrega a quiméricos pensamentos Pensamentos
que te mantém sempre Em
contato com a minha pele Enleando
a minh‘alma ardente Monopolizando
a minha carne. O
momento em que senti seu corpo Abri
mão de ser sozinha Te
escolhi para ser meu adorno Meu
júbilo, minha euforia !
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