

Ar que respiro,
ar que suspiro,
Ar que toco e que sinto.
Ar que me sopra,
Como numa tempestade de vento e de poeira,
Me levando passiva em suas ondas.
Ar inquieto e intranqüilo,
Ar que sopra e sussurra ao meu ouvido.
Ar que é ar,
Mas diferente de todos os ares,
Ao bailar das folhas das árvores,
Ecoa em meu peito e enrijece meus pêlos,
Ao me chamar para amar.
Ar dos ares,
Que por aí se encontra,
Mas difícil de achar,
Simplesmente ar.
Ar do teu ar, do
teu cheiro
E do teu suor,
Da tua voz e do teu olhar,
Do teu corpo com carícia a me tocar.
Este o ar, o meu ar...
Ar do meu amor,
da minha vida,
Que oxigena o cérebro e me aquece a alma.
Que me faz viver, sorrir e cantar,
Que nunca deixará de ser ar,
Pois refresca meu ser e me leva a voar.
Que me carregues para onde você quiser,
Pois também sou o ar,
Que faz respirar,
Aquele que me fez mulher,
Aquele que me soube amar.
Bárbara Santos

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