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| Nos
perdemos no poente Esquecemos
as feridas de nossa alma ardente
Perdemos
nosso âmago no feitiço da emoção E
os sons das águas nada mais eram que cantigas Em
louvor aos desmandos da magia da afeição Que
no ocaso, celebram a vida
O
brilho dos olhos, prova cabal Evidenciam
sonhos, engrenagens do universo Em
instantes isolando a hegemonia real De
tristezas, por vezes transformadas em versos.
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A
luminosidade do entardecer Invade
os poros, penetra na alma Provocando
suspiros de prazer Devolvendo
a esperança e calma
Cada
segundo se prolonga Na
hipnose da beleza enaltecida De
raios suaves que o horizonte alonga Restaurando
a ternura já esquecida
Mágico
pôr do sol há de trazer O
resgate da cumplicidade perdida Assim,
ao peito conceder A
esperança, nos olhos espelhada. Marisa Almeida
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