\n'; document.write(barra); } } changePage();
|
ESPELHO DA ALMA
Contemplando no espelho minha imagem
Me deparo com os sonhos que abandonei
Em
detalhes tudo me retorna, feito miragem
Até
mesmo o sorriso, que um dia esbanjei
O
brilho teimoso ainda em meus olhos, um oásis
No
deserto que catatônico atravessei
Sem
encontrar motivos, um só álibi
Para
essa solidão que pelas veredas cultivei
Quantos
foram os sorrisos sinceros que me dedicaram
Confesso
ironicamente que não sei
Apenas
marcas do tempo, na pele ficaram
Revelando
os vales negros que atravessei
Quantos
foram os sonhos de amor sublime
Pelo
caminho, um a um esquecidos
Estáticos
pelo comodismo, impassibilidade
Esmiuçados,
sua essência era a libido.
Arcabuz
que a alma destroça
Neuralgia
da solidão desordenada
Náufrago
no deserto que assola
Um
recanto que é tudo. E é nada
Vincos
na pele, imagem refletida
Dos
pesares que a caminhada concedeu
Da
esperança aos poucos consumida
Pela
amargura de um sonho que morreu!!!
Mariza
Almeida