
Faz-me
enxergar flores onde há sementes ainda;
Faz-me
brincar com o vento escondendo das nuvens;
Faz-me
sorriso de menina;
Faz-me
mulher na surpresa, na quietude;
Faz-me
mulher no carinho de seu peito.
Faz-me
serena, abate minha aflição.
Bebe
minha primeira lágrima.
Faz-me
feliz e bonita.
Sou
carinha de dengo pra ele.
E
ele é meu amor.
Um
amor que me resgatou na esquina.
Ali,
logo ali na solidão;
Um
amor que me alimentou na alma.
Ali,
logo ali no abandono;
Um
amor que me ensinou palavras doces,
Mesmo
nas amarguras;
Um
amor de esperança, logo aqui,
Neste
ano dois mil.
Faz-me
quente, seu deleite;
Faz-me
maluca, seu enfeite;
Faz-me
madura, sua mulher;
Faz-me
querida, seu par;
Faz-me
amada, sua obra prima;
Faz-me
um primor, meu amado.
Krika

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