|
Ainda no abraço as mãos correram,
Procurando
frestas e entradas,
Já no beijo
elas desceram,
Apalpando as redondas desejadas.
Fizeram
subir a saia leve,
E tocaram as firmes coxas,
Apertaram
tanto que, em tempo breve,
Ali deixaram
marcas roxas.
A blusa,
esvoaçando, lançaram,
Sem saber
onde ela pousou,
Atrevidas,
pelas pernas escorregaram
A calcinha, quando então se revelou:
A cheirosa flor, doce,
encarnada,
Roma de todos os desejos latejantes,
Abrindo-se em aurora orvalhada,
A pedir as gotas borbulhantes.
Não se fez o taco de
rogado,
Depois da ponta o resto encaçapou,
No vai e
vem, atrito alucinado,
Rompendo diques a água jorrou.
Trêmulos, lambuzados e
suarentos,
Saciados de
prazer se aquietaram,
Saudosos já daqueles momentos
Em que
ardentes corpos gozaram.
José
Osvaldo Faulhaber de Moraes
|